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       Literatura & História

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O Brasil nas Olimpíadas

 
As Olimpíadas da Era Moderna começaram a ser disputadas em 1896, mas o Brasil só começou a participar dos Jogos a partir de 1920, na Antuérpia, na Bélgica. De lá para cá, participou de todas as edições da competição, com exceção da de 1928, em Amsterdã, devido à crise financeira que o país atravessava. Nos 17 Jogos Olímpicos de que participou, o Brasil conquistou 66 medalhas: 12 de ouro, 19 de prata e 35 de bronze. Sua melhor participação foi em 1996, em Atlanta. Os brasileiros ganharam 15 medalhas, três de ouro, três de prata e nove de bronze. Em Paris-1924, Los Angeles-1932 e Berlim-1936, o Brasil não ganhou medalhas. Em 1916, 1940 e 1944, não houve Olimpíadas devido às guerras mundiais.

Os prêmios do Brasil em cada Olimpíada:

Antuérpia-1920: três medalhas, uma de ouro, uma de prata e uma de bronze.

Todas as medalhas foram conquistadas pela equipe de tiro. A de ouro foi para Guilherme Paraense, que ostenta a honra de ser o primeiro campeão olímpico do Brasil, na prova de fogo rápido. A prata foi conquistada por Afrânio Antonio da Costa, na prova de pistola livre. Afrânio foi o primeiro brasileiro a subir no pódio olímpico. Já o bronze foi ganho na prova de pistola livre por equipes. O time brasileiro contava com Paraense, Afrânio, Sebastião Wolf, Dario Barbosa e Fernando Soledade.

Londres-1948: uma medalha de bronze.

A solitária medalha brasileira nos Jogos de Londres foi conquistada pelo basquete masculino, a primeira obtida num esporte de equipe. Após perder a semifinal para a França, os brasileiros bateram o México e ficaram com o bronze. No time, destaque para o armador Zenny de Azevedo, o Algodão.

Helsinque-1952: três medalhas, uma de ouro e duas de bronze.

O segundo ouro brasileiro em Olimpíadas foi obtido por uma lenda do atletismo: Ademar Ferreira da Silva, no salto triplo. Por ocasião dos Jogos, ele já era o recordista mundial da prova. Não satisfeito, chegou ao primeiro lugar na competição quebrando mais duas vezes o próprio recorde. Atingiu a marca de 16m22.

Um dos bronzes foi ganho por José Telles da Conceição, no salto em altura. Sua marca: 1m98. O outro veio das piscinas. O nadador Tetsuo Okamoto chegou em terceiro lugar na prova de 1.500 metros, com o tempo de 18min51s3.

Melbourne-1956: uma medalha de ouro.

A única medalha foi conquistada por Ademar Ferreira da Silva. Como em Helsinque, ele chegou à Austrália como detentor do recorde mundial, 16m56 na época. Animado pela torcida local, que o apelidou de Canguru, Ademar partiu para o bicampeonato olímpico e chegou ao ouro com a marca de 16m35, inferior ao seu recorde, mas suficiente para ser o primeiro na competição.

Roma-1960: duas medalhas de bronze.

O basquete masculino, mais uma vez, voltou com a medalha de bronze. A premiação foi conquistada com a vitória sobre a Itália por 78 a 75. A seleção acabou perdendo para a União Soviética por 64 a 62 e ficou com o terceiro lugar. Uma colocação importante para o time já campeão mundial em 1959 e que viria a ser bi em 1963. Nomes como Amaury Pasos, Succar, Rosa Branca, Wlamir Marques e Algodão, além do treinador Kanela entraram para a história do basquete brasileiro.

A outra medalha veio com o nadador Manoel dos Santos Júnior, na prova de 100 metros livre. Seu tempo: 55s4.

Tóquio-1964: uma medalha de bronze.

A solitária medalha de bronze em Tóquio veio, mais uma vez, com o basquete masculino. Com a base do time que jogara nas Olimpíadas de Roma, a seleção perdeu para Estados Unidos e União Soviética no quadrangular decisivo, mas bateu Porto Rico por 76 a 60 e chegou em terceiro lugar.

Cidade do México-1968: três medalhas, uma de prata e duas de bronze.

Numa prova de salto triplo muito disputada, Nélson Prudêncio obteve a medalha de prata. O brasileiro saltou 17m27, mas assistiu ao soviético Viktor Saneyev pular 17m39. Um dos bronzes foi para o pugilista Servílio de Oliveira, que mais tarde encerraria a carreira por causa de um deslocamento de retina. O outro iria para Reinaldo Conrad e Burkhard Cordes, na classe Flying Dutchman da competição de iatismo. Foi a primeira medalha num esporte que ainda traria muitas outras para o Brasil.

Munique-1972: duas medalhas de bronze.

Sem muitas chances de chegar ao ouro, Nélson Prudêncio dessa vez obteve a medalha de bronze. Saltou 16m45 e ficou atrás do soviético Viktor Saneyev (17m35), campeão na Cidade do México, e do alemão-oriental Joerg Drehmel (17m31). O outro bronze foi conquistado pelo judoca Chiaki Ishii, na categoria meio-pesado. Foi a primeira medalha do judô, que mais tarde também traria importantes premiações para o Brasil.

Montreal-1976: duas medalhas de bronze.

Mais uma para o salto triplo brasileiro. Dessa vez, o premiado foi João Carlos de Oliveira, o João do Pulo. Então recordista mundial, com a fantástica marca de 17m89, João não se saiu bem nos Jogos e ficou atrás de Viktor Saneyev, o soviético que chegava ao tricampeonato olímpico, e do norte-americano James Butts. O brasileiro saltou 16m90. O outro bronze foi novamente para Reinaldo Conrad, que disputou a classe Flying Dutchman do iatismo com Peter Ficker.

Moscou-1980: quatro medalhas, duas de ouro e duas de bronze.

O iatismo, que já conquistara dois bronzes para o Brasil, trouxe duas medalhas de ouro e mostrou ser um esporte em que o país se destacaria. As premiações foram nas categorias 470, com Marcos Soares e Eduardo Penido, e Tornado, com Alex Welter e Lars Bjoerkstroem. Um dos bronzes ficou novamente para João do Pulo. Numa competição polêmica, o triplista teve nove de suas 12 tentativas invalidadas. Numa delas, o brasileiro saltara 17m80, marca que lhe daria o ouro. No melhor dos três saltos considerados válidos, João saltou 17m22 e ficou em terceiro. Saneyev ficou com a medalha de prata, perdendo a de ouro para seu compatriota Jaak Udmae. O outro bronze ficou com a equipe de revezamento do 4 x 200 metros livre, formada pelos nadadores Jorge Fernandes, Marcos Mattioli, Cyro Delgado e Djan Madruga.

Los Angeles-1984: oito medalhas, uma de ouro, cinco de prata e duas de bronze.

Foi a melhor participação brasileira em Olimpíadas até então. O ouro foi conquistado por Joaquim Cruz nos 800 metros, na competição de atletismo. O brasileiro marcou exatos 1min43s, à frente do britânico Sebastian Coe e do norte-americano Earl Jones. O futebol, tricampeão do mundo, conquistou a medalha de prata (sua primeira medalha nos Jogos Olímpicos). Perdeu para a França na final por 2 a 0. O time olímpico tinha entre seus jogadores o goleiro Gilmar, Mauro Galvão e Dunga. Praticamente ao mesmo tempo, a equipe de vôlei, favorita ao ouro, deixaria escapá-lo na final contra os Estados Unidos: 3 sets a 0 para os norte-americanos.

As outras pratas viriam com Douglas Vieira, entre os meio-pesados do judô, Ricardo Prado, nos 400 metros medley da natação, e Daniel Adler, Torben Grael e Ricardo Senft, na classe Soling do iatismo. O judô foi o responsável pelos dois bronzes: Luís Onmura, entre os leves, e Walter Carmona, entre os médios.

Seul-1988: seis medalhas, uma de ouro, duas de prata e três de bronze.

Coube ao judoca Aurélio Miguel trazer a solitária medalha de ouro para o Brasil. Aurélio derrotou o alemão Marc Meiling para ser campeão entre os meio-pesados. Nos 800 metros, Joaquim Cruz perdeu o primeiro lugar para o queniano Paul Ereng. Marcou 1min43s90, contra 1min43s45 do africano. O futebol conquistou a segunda medalha de prata, perdendo a final para a União Soviética por 2 a 1, já na prorrogação. Dentre os jogadores que compunham o time estavam Romário, Bebeto, Taffarel, Jorginho, Andrade e Giovane. As medalhas de bronze vieram do atletismo, com Róbson Caetano, nos 200 metros, e do iatismo, com Torben Grael e Nélson Falcão, na classe Star, e Lars Grael e Clínio de Freitas, na Tornado.

Barcelona-1992: três medalhas, duas de ouro e uma de prata.

Depois do ouro de Aurélio Miguel em Seul, foi a vez de Rogério Sampaio trazer mais uma medalha para o judô brasileiro. O meio-leve, totalmente desconhecido, derrotou o húngaro Jozsef Csak na final da categoria. O outro ouro foi conquistado pela equipe de vôlei masculino, o primeiro do Brasil em esportes coletivos. Na final, após uma campanha sem derrotas, o time de Maurício, Tande e Marcelo Negrão bateu a Holanda por 3 sets a 0. A medalha de prata foi conquistada pelo nadador Gustavo Borges, na prova de 100 metros livre.

Atlanta-1996: 15 medalhas, três de ouro, três de prata e nove de bronze.

O Brasil cumpriu em Atlanta sua melhor campanha em Olimpíadas, superando com folga a marca de Los Angeles-84. O iatismo se destacou mais uma vez e voltou com dois ouros (além de um bronze). As medalhas foram conquistadas nas classes Laser, com Robert Scheidt, então considerado o melhor velejador do mundo, e Star, com Torben Grael e Marcelo Ferreira. O outro ouro foi obra de Jacqueline e Sandra, no vôlei de praia, esporte que estreava em Atlanta. As duas derrotaram Adriana e Mônica, que ficaram com a prata na final brasileira da modalidade. O basquete feminino, de forma inédita para o time de Paula e Hortência, que disputavam seus últimos Jogos, também conquistou a prata. Não conseguiu superar a seleção norte-americana e perdeu a final por 111 a 87. A outra prata veio com Gustavo Borges, nos 200 metros livre. O nadador também conquistou uma medalha de bronze nos 100 metros livre. A natação trouxe mais um bronze com Fernando Scherer, o Xuxa, que foi terceiro nos 50 metros livre. As outras medalhas de bronze: vôlei feminino (vitória sobre a Rússia), iatismo (Lars Grael e Kiko Pellicano, na classe Tornado), judô (duas, com Henrique Guimarães, entre os meio-leves, e Aurélio Miguel, entre os meio-pesados), futebol (derrotada pela Nigéria nas semifinais, obteve o terceiro lugar jogando contra Portugal), hipismo (no torneio de saltos por equipes, com Álvaro de Miranda Neto, André Johannpeter, Luís Felipe Azevedo e Rodrigo Pessoa) e atletismo (revezamento 4 x 100m, com Arnaldo Silva, Róbson Caetano, Édson Ribeiro e André Silva).

Sydney-2000: 12 medalhas, 6 de prata, 6 de bronze.

Na Olímpiada de Sydney, o Brasil não obteve nenhuma medalha de ouro. As seis medalhas de prata foram conquistadas no judô, por Tiago Henrique e Carlos Eduardo Honorato; no vôlei de praia feminino, por Adriana Behar e Shelda; no vôlei de praia masculino, por Zé Marco e Ricardo; no iatismo, categoria laser, por Robert Scheidt; no atletismo, revezamento 4x100m, por André Domingos da Silva, Claudinei Quirino, Edson Lucino Ribeiro e Vicente Lenilson. As seis medalhas de bronze foram conquistadas na natação, 4x100m livre; no vôlei de praia feminino, por Adriana e Sandra; no hipismo-saltos (equipe); no voleibol feminino; no iatismo, por Torben Grael e Marcelo Bastos e no basquetebol feminino.

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