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Violência
Gera Violência. Só o amor Constrói
A
França, A Rússia, a Alemanha e a China, como de resto, a maioria dos povos que
amam a liberdade e a ordem, devem dar um BASTA a essa aventura inconseqüente de
Bush, que traz de volta a época da "Caça às Bruxas". Justiça com
as próprias mãos não é justiça. É tirania.
Lembremo-nos
do Afeganistão. Que resultados positivos trouxe aquela guerra para o mundo?
Onde está Bin Laden? O terrorismo acabou? Acabará com mais guerra? Com mais
invasão? Violência gera violência.
A
invasão do Iraque, sob o pretexto de combater o terrorismo internacional, que
produzia e armazenava no Iraque um arsenal de armas de destruição em massa,
com a promessa de bush de libertar o povo iraquiano das garras de seu ditador,
foi um gesto absurdo, inconveniente, inadequado e mal explicado. E que não
trouxe qualquer resultado benéfico para o mundo.
Ao
contrário, ampliou e reforçou o ódio pelos americanos, de um lado. De outro,
o magnífico e avassalador poderio militar, que foi posto em prática no solo
iraquiano, reforçou o pensamento de alguns governantes americanos, no sentido
de que eles são imbatíveis, e de que sequer necessitam de coalizões ou de
subserviência às regras consensuadas e ditadas pela ONU ou por qualquer
tribunal internacional da espécie.
Não
se pode admitir que duas pessoas insanas, Bush e Tony Blair, comandem esse
espetáculo deprimente e mesquinho, que depõe contra a inteligência da
espécie humana. Às custas de interesses mesquinhos. Os EUA de Bush estão com
medo de perder a hegemonia política e econômica para a Europa, com a
consolidação da União Européia e com o Euro sobrepondo-se ao dólar, que,
aliás, não possui lastro para sua garantia. É um blefe. Além de fixar bases
bélicas de poder no Oriente e, de lá, comandar os rumos do ouro negro, o
petróleo.
Tem-se
a impressão de que em Washington há em curso um plano para a conquista de todo
o planeta.
O
Iraque foi invadido, sem autorização da ONU e contra a maioria da opinião
pública mundial. Quem será a próxima vítima? E quem poderá impedir que
outras nações façam o mesmo? Inclusive atos terroristas? E o povo inocente do
Iraque? E a nação iraquiana? Tanta bomba para matar um homem, apenas? Seria
mais sensato apresentar provas e submeter o Saddam ao julgamento do Tribunal
Penal Internacional. Mas isso não interessa aos EUA de Bush. Nem aos
idealizadores e incentivadores dessa nova doutrina posta em prática por Bush.
O
chanceler alemão, Gerhard Schroeder, e os presidentes russo e francês,
Vladimir Putin e Jacques Chirac, respectivamente, estão afinados no
entendimento do líder da Alemanha de que, findo o combate, torna-se necessário
“transformar a vitória militar em benefício político”.
De
outra parte, segundo palavras do secretário francês de Relações Exteriores,
“Ganhar a guerra é uma coisa, mas agora é preciso ganhar a paz”. E esta
paz, ainda segundo o secretário Renaud Musselier, somente será possível “num
contexto multilateral com a ONU”.
Com
efeito, é preciso respeitar as decisões da ONU, e resolver as questões dentro
dos limites da lei e da justiça social. Precisamos apoiar o crescimento e a
ampliação do TPI , o Tribunal Internacional, como instrumento reconhecidamente
capaz de dirimir conflitos dentro da lei e da ordem.
A
propósito, a oposição americana ao governo Bush já teria, de certa forma,
aludido a essa possibilidade, na ocasião em que Ramsay Clark, que foi ministro
da Justiça do governo Jonhson, durante a Guerra do Vietnã, acusou Bush e seus
assessores diretos de mover agressão contra o Iraque, “com ameaça de uso de
armas de destruição em massa, entre elas as atômicas; de autorizar e ordenar
assassinatos contra civis desarmados e contra alvos nos quais a morte de civis
seria inevitável; de autorizar e ordenar assassinatos , execuções sumárias,
seqüestros, cárceres secretos, tortura e pressão psicológica a fim de obter
declarações falsas contra pessoa e estados estrangeiros, violando, assim, a
Primeira, a Quarta, a Quinta, a Sexta e a Oitava Emenda da Constituição dos
Estados Unidos”, conforme artigo publicado no Correio Braziliense de 10 de
abril de 2003, página 19.
Bush,
o exterminador do futuro, junto com os pró-imperialistas, principalmente os
imigrantes, os não nascidos nos Estados Unidos, como Rudolph Murdoch, estão
planejando algo mito perigoso contra a humanidade. E logo da parte de quem se
diz amante e tutor das liberdades democráticas. Piada!...De péssimo gosto. A
liberdade e a democrática, mesmo em condições normais de sua aplicabilidade,
que não é o caso, não se impõe, muito menos pela força, a não ser a força
do convencimento.
Vale
lembrar, por oportuno, as palavras de Dom Eugênio Sales, o emérito arcebispo
da cidade do Rio de Janeiro: “A atenção dos cristãos se volta, nestes dias,
para a semana que inclui o Tríduo Sagrado, a partir da tarde da quinta-feira
santa. Sobressaem duas verdades que estão intimamente relacionadas entre si,
como sói acontecer em nossa vida: o amargor de uma derrota e a exultação que
nasce da vitória. O extraordinário sofrimento redentor do gênero humano
desabrocha nas alegrias da Páscoa. A cruz do Calvário e o túmulo aberto que
anunciam a ressurreição de cristo formam m todo do qual nasce a salvação da
humanidade”.
Tempo
de Páscoa, pois; tempo de refletir.
Abril-2002
Domingos
Oliveira Medeiros
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