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Quem não conhece o trabalho profícuo do poeta catarinense Abel Beatriz
Pereira? Quem ainda não leu os maravilhosos versos deste extraordinário poeta
brasileiro ? Abel Beatriz Pereira nasceu na cidade de Joinville – Santa
Catarina. É militar Reformado da Marinha do Brasil. Foi professor da Rede
Estadual de Ensino de Santa Catarina por mais de 20 anos. É Diretor e Fundador
da revista alternativa A FIGUEIRA, sem ajuda ou apoio de nenhum Órgão de
Governo, mas com circulação nacional, graças aos poetas e amigos, que
colaboram, regularmente, para a difusão da cultura no Brasil, pela
instrumentalidade, pelo carinho, pela dedicação e pelo talento do Poeta,
Pensador, Cronista, Orador, Intelectual, Professor, Editor e Antologista.
Escreveu e publicou alguns livros, entre outros: “O DESPONTAR DO SOL”, “DOCES
E AMARGAS”, “RIO CACHOEIRA - Saudades - Poesias de uma cidade” e “A
POESIA UNIVERSAL.” Elaborou e publicou através da Sociedade de Cultura Latina
de Santa Catarina (SCL-SC) o “ENDEREÇÁRIO CULTURAL”, que registra, os
principais poetas ou nomes de pessoas ligadas à Literatura, do Estado do ACRE
até o Estado do TOCANTINS.
Em RIO CACHOEIRA e O
DESPONTAR DO SOL, o poeta mergulha numa doce saudade, recordando os tempos de
infância entre as cidades de Joinville e São Francisco do Sul e confessa estar
decepcionado: “ o rio de águas límpidas, os campos verdes, as cigarras no
arvoredo, as borboletas no bosque, as águas cristalinas na fonte, o trem na
estação, a Igrejinha, a Escola... tudo passou.” Mas produziu versos
emocionantes, cheios de sentimento, como no poema A CIDADE DO AMOR, quando diz:
“ A cidade do Amor deveria ter uma igreja onde as pessoas pudessem rezar,
acreditar, perdoar... amar. A cidade do Amor deveria ter uma praça onde as
pessoas pudessem se encontrar, se abraçar, conversar... amar.” Em A ETERNA
PROCURA, escreveu: “A eterna procura, a fonte, a luz, a paz, o encontro. Mas,
onde está a Felicidade ? – Na sede onde começa a fonte, Na treva onde
começa a luz, Na luta onde começa a paz, Na busca onde recomeça a ETERNA
PROCURA.” Mais adiante, em CLAMOR, diz: “ Minha arma é meu verso errado ou
certo na procura do que está por longe, no encontro do que está por perto. E
ainda no clamor das luzes cinzas no abafar solene do meu grito tão pequeno seja
eu menor que o meu conflito, tão grande seja ele que não caiba dentro do
infinito.”
Como Antologista,
organizou e publicou da PRIMEIRA até a QUINTA ANTOLOGIA POÉTICA DE A FIGUEIRA,
uma seleção de vozes da Poesia, edição de A FIGUEIRA. Outros livros
publicados pelo acadêmico Abel B. Pereira, da Academia São José de Letras
(Cadeira nº 15): “EDUCAÇÃO MORAL E CÍVICA” (1º e 2º Graus), “PSICOLOGIA
GERAL”, elementos de psicologia.
Ler os poemas do poeta
catarinense é tornar o coração mais leve, mais alegre e jovial, porque o
poeta é o mensageiro do Amor, da Paz, da Saudade e da Alegria e quando contesta
ou protesta, o faz em nome do Amor. Sua poesia é simples e espontânea. Aliás,
ele mesmo afirma: “Escrevo naturalmente. Escrevo dando formas às idéias, sem
me preocupar com os estilos de épocas, escolas, movimentos literários...
Todavia, nada desprezo nos meus escritos poéticos. Procuro, na Poesia, ser
eclético.”
O escritor Norberto
Cândido Silveira Júnior, em razão do livro “ O DESPONTAR DO SOL”, afirma:
“ Fui encontrar um poeta de tal valor que me interessei pela sua vida, que vem
resumida no inicio da obra: Joinvilense. Cresceu entre Joinville e São
Francisco. Como marinheiro, andou pela costa brasileira, do Amazonas ao Rio
Grande. É formado em Filosofia pela UFSC. Mora em Florianópolis. É um Poeta.
E Poeta com P maiúsculo.”
ABEL B. PEREIRA é um
poeta multiforme. Na sua produção, encontram-se sonetos, trovas, haicais,
poemas clássicos e poemas modernos. Registre-se que o poeta catarinense é
defensor do classicismo e nos ensina que o CLÁSSICO é a base de toda a
modernidade.
Defensor da Língua
Portuguesa, ele é incansável escrevendo artigos sobre questões de Português,
na revista alternativa A FIGUEIRA, em quase todos os números. A FIGUEIRA
registra a história literária e cultural de uma época, tendo como editor e
diretor, o poeta catarinense, testemunha viva do seu tempo.
A poesia de ABEL BEATRIZ
PEREIRA é de indiscutível valor no panorama das Letras Brasileiras, merecendo,
portanto, maior atenção dos críticos literários e da imprensa brasileira,
porque não obstante sua produção literária ser grande e de qualidade, seu
nome não aparece na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio
Coutinho e J. Galante de Sousa, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça
Coutinho e Rita Mousinho, edição revista e atualizada, em 2001.
Filemon Francisco Martins
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