1º de maio
Dia do Trabalho

Salário mínimo
Trabalho infantil

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Dia do Trabalho

A data internacional surgiu após
protestos e mortes de operários


O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.

Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.

Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho.


Estatísticas:

Dados presentes na Síntese de Indicadores Sociais 2000, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) este ano, revelam que mais 6,5 milhões de brasileiros conseguiram emprego na última década. Em contrapartida, diminuiu o número de pessoas com carteira assinada.


TRABALHO
Atividade rural
Até 1990 1992 a 1999
72,5% 70,7%

Atividade Urbana
Até 1990 1992 a 1999
52,5% 58,6%

Trabalhadores com carteira assinada
Até 1990 1992 a 1999
64% 61%

Rendimento de pessoas com carteira assinada
Até 1990 1992 a 1999
R$ 402,50 R$ 521,10

Ocupação (faixa etária de dez a 14 anos)
Até 1990 1992 a 1999
22,4% 16,6%

Ocupação (faixa etária de 15 a 17 anos)
Até 1990 1992 a 1999
54,3% 44,6%
A pesquisa revela que o trabalhador negro tem salário inferior e tem nível de escolaridade menor em comparação com o branco. As diferenças se acentuaram entre pobres e ricos: os 10% mais ricos tiveram um crescimento substancial nos rendimentos, passando de 13,30 salários mínimos para 18,40 na década, enquanto os 40% mais pobres passaram da fração de 0,70 para 0,98 do salário mínimo.

A tendência de aumento de mulheres no mercado de trabalho foi observada em todas as regiões brasileiras. A surpresa maior, entretanto, ficou por conta dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Ceará e Piauí, que registraram, em 1999, taxas de atividade feminina mais elevadas que a média.

Os Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina contam com mais de 70% de sua população de empregados, com carteira de trabalho.

No caso dos trabalhadores domésticos, houve um aumento significativo na formalização do trabalho, passando de 18% para 25%, no período, ainda que bastante diferenciados no país, variando de 32,1% no Sudeste para 6,8% no Norte.


Fonte: IBGE / Ministério do Trabalho
Pesquisa: Celso Brasil - ABRALI 2004 ©

 

 

 

         

   

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