A PAZ 
© Eliane Potiguara

Quantas vezes as lavas dos vulcões incandescentes escorreram pelas costas das montanhas, ardendo passados dando lugar a uma nova e magnífica natureza? 
Quantas vezes os rodamoinhos e ventanias eclodiram no espaço, purificando os suaves e mornos ventos? 
Quantas vezes os revoltos mares e trovões angustiantes desabrocharam nas puras ondas mágicas, levando o barco dos apaixonados? 
É preciso observar a natureza, compará-la à essência humana para a conquista da PAZ. 
A PAZ é conquistada porque é um ato político de compreensão e acordada entra as partes. A PAZ só existe porque existe a turbulência. A condição para se ter PAZ é observar e respeitar o ciclo da natureza e observar a dialética da própria vida. A PAZ, quando conquistada, é sinônimo de respeito, de cumplicidade, de solidariedade, enfim... de amor. O Estado da Paz é a última etapa de um ciclo pós -guerra, seja essa guerra qual for. A PAZ é lutada, enfim, a PAZ é conquistada. 
E quando se atinge esse nível, o respeito e sabedoria são eternos! 

 

 

 

 

 

 

 

 

         

   

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