» Capa » 1ª página

  ABRALI Edições

  Rádio Poesia

  ABRALI HOST

  Revista ABRALI

Formulário fale conosco

Indique esta página

>> Cadastre-se!

Nossa Organização

» Quem somos / Nossa Missão
» Institucional / Parcerias
» Participar deste Projeto
» Editora - ABRALI Edições
» Rádio Poesia
» ABRALI HOST - Hospedagem
» Eventos - EPAC
» Comunidade ABRALI Orkut

Canais de Vídeo & Áudio

» Rádio Poesia Vídeos/Áudios
» Revista ABRALI
» Membros Acadêmicos
» Matéria da Semana

Canais Literários

» Membros Acadêmicos
» Rádio Poesia
» Grandes Escritores
» Contos
» Crônicas
» "Chapéu di Paia"
» Literatura de Cordel
» Coletâneas Abralianas
» Literatura & História

Canais de Arte

» Artes, Artistas & Cia.
» Músicas

Canais de Língua Portuguesa

» Dicas de Português
» Teoria Literária
» Ensaios
» Resenhas
» Grandes Escritores

Canais de Informação

» Revista ABRALI
» Vídeos de Eventos ABRALI
» Notícias em Tempo Real
» Direitos Autorais e Leis
» Fatos e Personagens
» Vídeos Datas Comemorativas
» Galeria de Fotos
» Artigos
» Literatura & História

Canais Especiais

» Espaço Jovem
» ABRACADABRA - Infantil
» Folclore
» Espaço Indígena
» Meio Ambiente
» Filosofia em Fatias
» Coletâneas Abralianas

Canais de Comunicação

» Fale conosco
» Inscrever-se no Projeto
» Mural de Mensagens
» Informar falhas e/ou erros
» Sala de Chat

Google

Web

www.abrali.com

1º de Maio - Morte de Ayrton Senna

Rádio Poesia

   Diminuir Volume Aumentar Volume Reproduzir Pausa Parar Próximo

 

Ayrton Senna da Silva

Nascido na capital paulista, filho de um rico empresário brasileiro, logo se interessou por automóveis. Incentivado pelo pai, um entusiasta das competições automobilísticas, ganhou o primeiro kart, feito pelo próprio pai (Sr. Milton), aos quatro anos de idade. A habilidade do garoto na condução do novo brinquedo impressionou a família. Aos nove, já conduzia jipes pelas precárias estradas das propriedades do pai. Começou a competir oficialmente nas provas de kart aos treze anos. Em 1977, venceu o Campeonato Sul-Americano de Kart. Foi vice-campeão mundial da categoria, a única que não conseguiu o título máximo. Ayrton Senna da Silva foi detentor de um recorde impressionante que levou 10 anos para ser quebrado (poles), um paulistano de carisma e competência, deixou um grande legado para os brasileiros que vai além do exemplo como piloto. Idealizou o Instituto Ayrton Senna, instituição do terceiro setor atualmente dirigida pela irmã Viviane. 

Mudou-se para a Europa em 1981, onde disputou a Fórmula Ford 1600 inglesa, conquistando o título de campeão. Em 1982, Senna participou dos Campeonatos Europeu e Inglês de Fórmula Ford 2000, sendo o campeão de ambos. Na temporada de 1983, venceu o famoso Grande Prêmio de Macau e a Fórmula 3 inglesa. Neste último campeonato, após várias vitórias em Silverstone, a imprensa inglesa especializada chegou a chamar o circuito de Silvastone em homenagem a Ayrton.

Em 1984, conseguiu uma vaga na equipe Toleman-Hart de Fórmula 1. Nesta categoria, mais uma vez seu talento não tardou a se destacar, especialmente no Grande Prêmio de Mônaco, disputado em condições adversas devido a uma forte chuva. Nesse GP, mesmo sem vencer, ele já demonstrava enorme talento. Nas últimas voltas da corrida, sob um forte temporal, Senna se aproximava rapidamente do piloto que liderava a corrida, o francês Alain Prost, quando esta foi dada por encerrada pelo juiz da prova antes do número regulamentar de voltas, por questões de segurança. Ainda neste ano, Senna chegaria em terceiro lugar em dois GP's, um deles em Brands Hatch na Inglaterra.

No ano seguinte, Senna foi contratado como segundo piloto da então grande equipe Lotus e logo venceria seu primeiro GP em Estoril, Portugal, também debaixo de uma grande chuva. Com o excelente motor Renault de treinos, Senna passaria a ser o "rei das pole positions".

Em 1986, reconhecendo estar com um carro inferior aos das Williams e McLaren, Senna passou a adotar uma estratégia de não parar para trocar pneus, buscando ficar na frente dos adversários o maior tempo possível. Essa estratégia o levou a ganhar o GP da Espanha de 1986, por exemplo, quando chegou na frente de Nigel Mansell com uma vantagem de milésimos de segundo. Na Hungria, um circuito ainda mais travado (que não permitia ultrapassagens), repetiu uma vez mais a estratégia, mas ali foi ultrapassado por Nelson Piquet, numa das mais sensacionais manobras da história da Fórmula 1 moderna. Ainda nesse ano, Senna tornar-se-ia, definitivamente, um ídolo no Brasil, ao vencer o GP de Detroit e superar o francês Prost.

Ao dar a volta da vitória, Senna exibiu uma bandeira brasileira, o que emocionou os brasileiros que entenderam o gesto como uma vingança em cima dos franceses. 

Uma longa história de vitórias marcou a carreira deste herói das pistas. 

O PILOTO 

A imagem vitoriosa deste brasileiro, considerado um dos maiores esportistas da história, é reconhecida nos quatro cantos do mundo, seja por seu talento excepcional e por sua determinação impressionante, ou por desempenho quase mágico. É um mito do automobilismo mundial e considerado um dos melhores de todos os tempos. 

Uma carreira de vitórias que começou aos 4 anos de idade, quando pegou no volante pela primeira vez e marcou o início de uma história maravilhosa de sucesso, que eventualmente incluiria 41 vitórias na Fórmula 1, 65 pole positions e 3 campeonatos mundiais. 

Ao vestir o macacão, transpirava um equilíbrio sereno e se integrava ao carro para sentir cada reação na pista, fazendo manobras inacreditáveis, dignas de um perfeccionista. 

A violência e a exatidão das pistas nunca assuntaram Ayrton Senna. Ele se transformava em potência superando todos os desafios sempre em busca da vitória. 

Enquanto alguns disseram que Ayrton era um homem sem medo, Senna aliava a sua grande habilidade na pista à sua religiosidade e dedicação, cujas motivações permitiram -lhe buscar o equilíbrio, mesmo nos circuitos mais complicados e sair vitorioso. 

A PESSOA 

Longe das pistas, Ayrton Senna era uma pessoa normal. Depois de cumprir os compromissos com a equipe, imprensa, patrocinadores e fãs, procurava sair rapidamente dos autódromos. Destino: Brasil. Cidade: São Paulo. 

Em São Paulo, transformava-se no competente empresário que cuidava dos negócios com a mesma dedicação e preocupação que tinha na F1, como pode ser visto ao olharmos para o sucesso das marcas que criou: o personagem Senninha e a Marca Senna. 

Ayrton tinha orgulho de ser brasileiro. E queria fazer mais pelo país. Lançou a semente para a criação do Instituto Ayrton Senna que hoje atende mais de 400 mil crianças e jovens em todo Brasil. 

O Empreendedor 

Nos negócios, o mesmo empenho e vontade de vencer que lhe eram tão característicos como piloto, predominava. Combinado com a sua fabulosa capacidade de ganhar com as corridas, qualquer coisa como 25 milhões de dólares por temporada - em 1993 ele chegou a receber um milhão por corrida o que o ajudou a construir um imenso império financeiro. 

Com seu jato particular ele viajava pelo mundo e no Brasil utilizava um helicóptero para se locomover. 

Em 1994 Senna lançou o seu mais ambicioso projeto: Senninha, o personagem de revista em quadrinho desenhado baseado em si próprio. O primeiro número saiu na época do Grande Prêmio do Brasil. O segundo, foi para as bancas no trágico fim de semana de Imola. 

Senna deu ainda o seu nome a diversos produtos de qualidade, como iates, motos, jet-skis, mountain bikes bem como vários acessórios pessoais. Para 1994 planejava lançar um produto em cada Grande Prêmio. 

O pouco tempo de que dispunha o levava a delegar grande parte do trabalho de coordenação de todas estas atividades na família. Porém, as decisões eram sempre tomadas por ele. 

A Despedida 

“ O Ayrton estava preocupado com as condições de segurança da pista", disse, perturbada, a sua namorada Adriane Galisteu, a quem telefonou para o seu apartamento no Algarve, sábado à noite. Ele visitou os locais de ambos os acidentes e disse que não estava com muita vontade para correr em Imola. Alguns jornalistas também notaram que Senna estava apreensivo durante o fim de semana. 

Após um warm-up, sem incidentes, onde registrou novamente o melhor tempo, Senna tomou, de um modo frio e determinado, o seu lugar no grid daquela que seria a sua última corrida. 

Partindo da pole, tomou a liderança seguido de perto por Schumacher. J. J. Lehto deixou o motor do seu Benetton-Ford morrer na largada, erguendo os braços para avisar aqueles que seguiam atrás. Todos se desviram, exceto Pedro Lamy, que vendo abrir-se uma brecha à sua esquerda e sem saber porquê, optou por seguir por ali. O seu Lotus bateu então na traseira do carro imóvel de Lehto, saindo disparado contra o muro à esquerda. Atravessa depois a pista até bater nas barreiras do lado oposto, onde finalmente pára. 

O acidente pareceu bastante grave mas, pouco tempo depois, Lamy saiu ileso do seu carro parcialmente destruído. Lehto sofreu um pequeno ferimento no braço esquerdo. Quatro espectadores foram atingidos por destroços de ambos os carros e apresentando pequenos ferimentos foram tratados no Hospital de Imola. 

O incidente trouxe para a pista o Safety Car e atrás dele, com Senna a liderar, mantiveram-se todos os pilotos durante quatro voltas. Quando surgiu a luz verde, Ayrton e Schumacher destacaram se de imediato dos demais concorrentes, retomando a sua batalha. Porém, esta só durou mais uma volta. 

Ao passar na assustadoramente rápida curva Tamburello pela sexta vez, o carro de Ayrton Senna saiu e bateu violentamente no muro de cimento. 

 A bandeira vermelha é então mostrada e a corrida é interrompida. Pela terceira vez neste fim de semana negro, o Professor Sid Watkins lidera a equipe médica para socorrer a mais um acidente grave. Quando chega ao local, fica chocado com o que vê. 

Ainda na pista corta o capacete de Senna, apercebendo-se então da gravidade dos ferimentos. "Foi muito difícil para mim", disse depois. "Eu sabia que o rapaz não ia conseguir sobreviver". 

Durante 17 minutos os médicos lutaram por mantê-lo vivo, mas sabiam que isso era praticamente impossível. É depois transferido para o Hospital Maggiore em Bolonha onde é declarado morto às 18.40. 

"Ele morreu devido a graves ferimentos no crânio e cérebro" comunicou o Prof. Watkins, neurocirurgião londrino. "Haviam várias fraturas no crânio, bem como fortes hemorragias na sua base. Ele esteve inconsciente o tempo todo. Entrou em coma profundo, de onde não mais saiu". 

Senna tinha 34 anos ao falecer de traumatismo craniano, devido a um dos braços da suspensão dianteira do Williams se ter transformado numa "lança" durante o choque contra o muro, entrando pela viseira do capacete de Ayrton Senna. 

O seu corpo está sepultado no Jazigo 11, Quadra 15, Sector 7, do Cemitério do Morumbi (São Paulo). 

Dados estatísticos

  • Títulos da Fórmula 1: 3 em 1988, 1990, 1991 (todos com McLaren-Honda)

  • Vitórias: 41

  • Pole positions: 65

  • Pontos acumulados: 614 pontos para o Campeonato Mundial (610 dos quais úteis, já que segundo as regras implementadas pela FIA na Temporada de Fórmula 1 de 1988, os 2 piores resultados conseguidos eram subtraídos)

  • GP disputados: 161

  • GP em que participou: 163

  • GP finalizados: 105

  • Número de desistências: 56

  • Média de pontos por corrida: 3,81 (ou 3,79 se forem apenas contabilizados os 610 pontos)

  • Pódios: 80

  • Número de vezes na liderança: 109

  • Número de grandes prêmios na liderança: 86

  • Voltas na liderança: 2987

  • km na liderança: 13 676

  • Total de voltas percorridas: 8 219

  • Total de quilômetros percorridos: 37 934

  • Largadas na primeira fila: 87

  • Vitórias com pole position: 29

  • Vitórias de ponta a ponta: 19

  • Voltas mais rápidas: 19

  • Máximo de poles conseguidas numa só temporada: 13 (em 1988 e 1989)

  • Pole positions sucessivas: 8, nos seguintes países: Espanha, Austrália, Brasil, San Marino, Mônaco, México e EUA (1988) e Brasil (1989)

  • Pole positions sucessivas numa só temporada: 7 (em 1988)

  • GP onde mais venceu: Mônaco (6 vezes: 1987, 1989, 1990, 1991, 1992 e 1993)

  • "Hat Trick" (Pole, Vitória e Melhor Volta no mesmo GP): 7 (Portugal, 1985; Canadá e Japão, 1988; Alemanha e Espanha, 1989; Mônaco e Itália, 1990)

  • "Grand Chelem" ("Hat Trick" e Corrida Inteira na 1ª Posição): 4

  • Vitórias consecutivas: 4 (em 1988: Inglaterra, Alemanha, Hungria e Bélgica; em 1991: EUA, Brasil, San Marino e Mônaco)

  • Dobradinhas (com o companheiro de equipe, Alain Prost): 14 (10 em 1988 e 4 em 1989, com Senna na frente em 11 dessas vezes)

  • Ayrton Senna subiu ao Pódio em 49,69% dos GP's da Fórmula 1 que disputou. Obteve 25,46% de Vitórias e 40,37% de Pole Positions em GP's que participou.

 
 

         

   

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

contador, formmail cgi, recursos de e-mail gratis para web site