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21 de abril - Aniversário de Brasília
Brasília - A Capital da Esperança
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Com uma merecida homenagem ao
Poeta Camarada
Acadêmico Imortal da ABRALI
DOMINGOS OLIVEIRA MEDEIROS.
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Não poderíamos falar em Brasília sem mencionar Domingos Oliveira Medeiros - Ilustre Acadêmico Abraliano que nasceu em Pombal, no sertão da Paraíba e com cinco anos foi levado para o Rio de Janeiro onde morou por 30 anos aproximadamente. Ali casou-se e fez seus estudos até a universidade. Administrador de Empresas com especialização em Recursos humanos. Aposentado pelo Ministério Público – Procuradoria Geral da Justiça do Trabalho - cinco filhos.
Desde 1979 passou a residir em Brasília-DF.
Domingos Oliveira Medeiros faleceu em 13-abril-2007 - Um Acadêmico que sempre ocupará uma cadeira de honra em nossa galeria dos Imortais, Poeta e Escritor, sempre se destacou com seu trabalho.
Brasília
Capital da República Federativa do Brasil, localizada no território do Distrito Federal.
Também conhecida como "Capital da Esperança", título dado pelo escritor francês André Malraux, foi inaugurada em 21 de abril de 1960, pelo então presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, sendo a terceira capital do Brasil. A partir desta data iniciou-se a transferência dos principais órgãos da administração federal para a nova capital com a mudança das sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário federais. Na contagem realizada pelo IBGE (2007), foi estimada uma população de 2.455.903 de habitantes[1], verificando-se também que a capital federal possui o segundo maior PIB per capita do Brasil entre as capitais. Está situada na Região Centro-Oeste.
O plano urbanístico da capital, conhecido como "Plano Piloto", foi elaborado pelo urbanista Lucio Costa, que também concebeu o Lago Paranoá, o qual armazena 600 milhões de metros cúbicos de água. Muitas das construções da Capital Federal foram projetadas pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer.
Segundo o geógrafo Aldo Paviani, Brasília é constituída por toda a área urbana do Distrito Federal, e não apenas a parte tombada pela UNESCO ou a região central, pois a cidade é polinucleada[4], constituída por várias regiões administrativas, de modo que as regiões perífericas, estão articuladas às centrais, especialmente na questão do emprego, e não podem ser entendidas como cidades autônomas.
Essa posição acadêmica é sustentada juridicamente pela Constituição Federal de 1988, que no artigo 32 define o Distrito Federal como uno, e proíbe expressamente que seja dividido em municípios. Como Brasília não pertence a nenhuma Unidade da Federação (Estados), ela tem seus próprios limites territoriais definidos por seu distrito que pertence a união, de âmbito federal: Distrito Federal.
Brasiliense é o nome que se dá a quem nasceu em Brasília. Candango é o termo dado aos trabalhadores que imigravam à futura capital para sua construção. De origem africana, Candango significa "ordinário", "ruim", e era a denominação que se dava aos trabalhadores que participaram da construção de Brasília [5]. Já segundo o Dicionário de Folclore para Estudantes [6], "candango" é palavra do dialeto quimbundo, da região da atual Angola, com a qual os africanos escravizados nomeavam os senhores de engenho.
Em 1761 o Marquês de Pombal propunha mudar a capital do império português para o interior do Brasil Colônia. O jornalista Hipólito José da Costa, fundador do Correio Braziliense, primeiro jornal brasileiro, editado em Londres, em 1813 redigiu artigos em defesa da interiorização da capital do país, para uma área "próxima às vertentes dos caudalosos rios que se dirigem para o norte, sul e nordeste". José Bonifácio, o Patriarca da Independência, foi a primeira pessoa a se referir à futura capital do Brasil, em 1823, como "Brasília" [7].
Desde a primeira constituição republicana, de 1891, constava um dispositivo que previa a mudança da Capital Federal do Rio de Janeiro para o interior do país, determinando como "pertencente à União, no Planalto Central da República, uma zona de 14.400 quilômetros quadrados, que será oportunamente demarcada, para nela estabelecer-se a futura Capital Federal"[8].
No ano de 1891 foi nomeada a Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil, liderada pelo astrônomo Luís Cruls e integrada por médicos, geólogos e botânicos, que fizeram um levantamento sobre topografia, o clima, a geologia, a flora, a fauna e os recursos materiais da região do Planalto Central. A área ficou conhecida como Quadrilátero Cruls e foi apresentada em 1894 ao Governo Republicano.
Em 1922 uma comissão do Governo Federal escolheu uma localidade situada no cerrado goiano para a futura capital, mas o projeto não foi em frente. Apenas no ano de 1955, durante um comício na cidade goiana de Jataí, o então candidato à presidência, Juscelino Kubitschek, foi questionado por um eleitor se respeitaria a Constituição, interiorizando a Capital Federal, ao que JK afirmou que iria transferir a capital. Eleito presidente, Juscelino estabeleceu a construção de Brasília como meta-síntese de seu "Plano de Metas".
O traçado de ruas de Brasília obedece ao plano piloto implantado pela empresa Novacap a partir de um anteprojeto do arquiteto Lucio Costa, escolhido através de concurso público. O arquiteto Oscar Niemeyer projetou os principais prédios públicos da cidade. Para fazer a transferência simbólica da capital do Rio para Brasília, Juscelino fechou solenemente os portões do Palácio do Catete, então transformado em Museu da República, às 9 da manhã do dia 20 de abril de 1960, ao que a multidão reagiu com aplausos.
O princípio básico das estratégias políticas de Juscelino Kubitschek, segundo o próprio, era apropriado do moralista francês Joubert, para quem "não devemos cortar o nó que podemos desatar", com base nessa máxima o presidente bossa nova viabilizou a construção de Brasília oferecendo várias benesses à oposição, criando fatos consumados e queimando etapas. Apesar de a cidade ter sido construída em tempo recorde, a transferência efetiva da infra-estrutura governamental só ocorreu durante os governos militares, já na década de 70. Ainda no início do Século XXI há muitos órgãos do governo na cidade do Rio de Janeiro.
Planejada para ter uma população de 600 mil habitantes no ano 2000, já em 1996 era a quinta capital mais populosa do Brasil, com mais de 1,8 milhão de habitantes.
Alguns fatores que influenciaram a transferência da capital foram:
1) Segurança Nacional: acreditava-se que com a capital no litoral, ela estava vunerável a ataques estrangeiros. Esse argumento militar-estratégico teve como precursor Hipólito José da Costa e influenciou os primeiros republicanos, como também os militares após a 2ª Guerra Mundial. Acreditavam que com a capital no interior a ameaça de invasão seria pouco significativa.
2) Interiorização do Povoamento e do Desenvolvimento e Integração Nacional: Devido a fatores econômicos e históricos a população brasileira concentrou-se na faixa litorânea, ficando o interior do país pouco povoado e economicamente esquecido. Assim a transferência da capital para o interior forçaria o deslocamento de um contigente populacional e a abertura de rodovias, ligando a capital às diversas regiões do país, o que levaria a uma maior integração econômica. Vale ressaltar que, atualmente, mesmo com a transferência da capital, as regiões Norte e Centro-Oeste continuam pouco povoadas se comparadas às demais regiões. Já no que se refere ao aspecto econômico, a construção da capital e a abertura de estradas possibilitaram a expansão da "fronteira agrícola" para o Centro-Oeste, destacando-se a cultivo de soja para exportação e o maior desenvolvimento da pecuária extensiva de corte.
3) Símbolo do Brasil Novo: No governo JK (1956-60), o Brasil passa por rápidas transformações. O Plano de Metas abre a economia ao capital estrangeiro e a entrada em larga escala de empresas multinacionais faz com que o país passe pela "modernização", ou seja, deixava de ser rural e foi se tornando predominantemente urbano-industrial. A construção da nova capital (com base na concepção arquitetônica e urbanistica moderna) deveria funcionar como exemplo a ser seguido pelas demais cidades brasileiras.
4) Afastar os governantes (a capital) da concentração de atividades e das pressões populares: O Rio de Janeiro, como centro tradicional do país de atividades (portos, indústrias, comércio, etc) e forte pressão demográfica; sendo assim o governo ficava sujeito às pressões populares, que se manifestavam sob a forma de passeatas.
Brasília é classificada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Recebe mais de um milhão de visitantes por ano e entre suas atrações mais visitadas estão o Congresso Nacional, o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, o Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo brasileiro, a Praça dos Três Poderes, a Catedral, o Catetinho, a Torre de TV, o Memorial JK, o Panteão da Pátria, o Teatro Nacional Cláudio Santoro e o Santuário Dom Bosco. Outra bela obra arquitetônica é a ponte Juscelino Kubitschek, premiada internacionalmente, pela beleza de sua arquitetura, já no seu ano de inauguração.
O turismo cívico é valorizado por estarem localizados na capital os órgãos governamentais da administração direta e os representantes dos três poderes republicanos.
Brasília ainda é conhecida por suas comunidades espiritualistas (como o Vale do Amanhecer, a Cidade Eclética e a Cidade da Paz) localizadas nos seus arredores e também por modernistas templos religiosos, como o Templo da Boa Vontade da LBV.
Brasília é importante centro de ecoturismo por estar localizada 1.000 metros acima do nível do mar, no imenso platô do Planalto Central, de onde nascem quase todas as grandes bacias hidrográficas brasileiras[11]. A cidade ainda conta com várias áreas verdes, como o Parque da Cidade Sarah Kubitschek, o Parque Nacional de Brasília, mais conhecido como Água Mineral e o Jardim Botânico.
O turismo histórico na capital federal não se restringe ao período posterior à fundação, mas também resgata locais e fatos anteriores a 1960, como a Estrada Geral do Sertão, com mais de 3.000 quilômetros, aberta em 1736 para ligar a cidade de Salvador (Bahia) a Vila Bela, antiga capital do Mato Grosso[12].
O Governo do Distrito Federal (GDF) criou uma empresa estatal para tratar especificamente do desenvolvimento do turismo em Brasília, com potencial para aumentar o tempo de permanência dos visitantes, que em boa parte se dirigem à capital federal a serviço. Além dessa iniciativa, uma série de ações estratégicas têm sido tomadas para divulgar a imagem da cidade no Brasil e no exterior, como a instalação do primeiro vôo direto Brasília-Lisboa.
Brasília carrega uma história de conquistas... vitórias... Merecedora de bons governantes que haverão de fazer do Brasil, o País que tanto amamos. Palco de tantos escândalos políticos já ocorridos, mas que nós, brasileiros, vemos como símbolo do Brasil que um dia haveremos de ver consolidado. Brasília é e sempre será a nossa Maravilhosa Capital - A CAPITAL DA ESPERANÇA.
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